“... a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm 5.21)

 

A graça reina, diz o apóstolo Paulo. Daí a graça ser comparada a um rei. Nos versos anteriores o pecado também é comparado a um rei. Como o pecado aparece armado de poder destrutivo, infligindo a morte, assim a graça aparece armada de invencível poder, amorosamente determinada a salvar. E onde o pecado abundou, a graça superabundou em tudo (Rm 5.20). Assim, o controle é da graça.

Noutras palavras: aqueles que Deus salva por Sua vontade misericordiosa certamente estão totalmente salvos. Se Deus graciosamente resgata homens do poder do pecado, e lhes dá novas habilidades espirituais, então não serão deixados para se fazerem suficientemente santos para entrar no céu. Se a obra de Deus ficasse restrita a isso, a consequência final ainda seria duvidosa; a graça não estaria reinando. Além disso admitindo-se que tal coisa fosse possível, os que conseguissem santificar-se por seus próprios esforços ficariam muito orgulhosos pelo que fizeram – o que seria diametralmente o oposto da graça!

Portanto, se a graça há de reinar, ela tem que ser o único meio de salvação. Por Sua vontade misericordiosa, Deus não apenas tem que começar, mas também tem que continuar e completar a salvação do pecador. Então, e só então, se pode dizer com certeza que a graça reina.

Certamente uma certeza maravilhosa como essa glorifica a Deus. 

A graça adapta-se à nossa necessidade melhor do que qualquer outra coisa. Visto que o pecado é um tirano que reina sobre nós e pretende nos levar à morte eterna, que esperança podemos ter de salvação firmados em nossos próprios esforços? Quando nossas consciências ficam alarmadas por causa de nossas muitas falhas vergonhosas, não entramos em desespero? Lembre-se, porém, de que a salvação é pela graça de

 

Deus! A graça de Deus está fundamentada na obediência perfeita e meritória de Cristo. O pecado não pode destruir o valor disso. A graça pode reinar sobre a maior indignidade. Na verdade, é só com o indigno que a graça se preocupa. Isso é assombroso! Isso é maravilhoso! Há esperança de salvação para o pior indivíduo, se é que ela é assegurada pela riqueza da graça que reina.
 

Rev. Antonio José Oliveira

SALVAÇÃO TOTALMENTE GRATUITA

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